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*MANDALA*

 

(Em sânscrito, círculo) Uma Mandala representa o Universo. No seu interior, abrigam-se as forças da natureza representadas num simbolismo perfeito. Cada Mandala cria um campo de poder, um espaço sagrado onde essas energias se instalam. Criar ou meditar a partir de uma Mandala é uma forma de religação com Deus. Na Psicologia Moderna, o célebre psicólogo C. G. Jung, criador da Psicologia Analítica, ao estudar as mandalas orientais e sua utilização como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las, descobrindo o efeito de cura que elas exerciam sobre ele mesmo. Após anos de pesquisa e aprofundamento no conhecimento do psiquismo humano, ele passou a utilizar a construção de mandalas como método psicoterapeutico. Seus estudos o levaram a defini-la como um círculo mágico que representa simbolicamente o Eu ou Self – arquétipo da Unidade Interior. Jung descobriu que desenhar, pintar e sonhar com mandalas é parte natural do processo de individuação. Quando criamos uma Mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento. O círculo que desenhamos contém e até atrai partes conflitantes da nossa natureza. Mas, mesmo quando faz um conflito vir à tona, o ato de criar uma Mandala produz uma inegável descarga de tensão. Talvez porque a forma do círculo nos recorde o isolamento seguro do ventre materno. Desenhar um círculo talvez seja algo como desenhar uma linha protectora ao redor do espaço físico e psicológico que identificamos como nós mesmos. Quando fazemos uma Mandala, criamos nosso próprio espaço sagrado, um lugar de protecção, um foco para a concentração de nossas energias. Ao expressar nossos conflitos interiores na forma simbólica da Mandala, projectamo-los para fora de nós mesmos. O simples acto de desenhar dentro do círculo pode fazer que experimentamos um sentido de unidade. Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajectória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. A Mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas às cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também à mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comummente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contacto com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a Mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de Mandala a partir da arquitectura é a planta superior da catedral de Brasília. Portanto, podemos considerar a Mandala um ritual sagrado ou um instrumento terapêutico, mas sua simples contemplação e sobretudo sua criação nos ajudam a liberar as forças interiores de auto cura, pois ela é capaz de desencadear em nós e no universo a ordem e a harmonia no lugar do caos. (Texto retirado de vários sites cujo tema de pesquisa foram mandalas)

 

Maria Lua

 

publicado por MariaLua às 21:54