ESTORIAS DE LUA

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Sexta-feira, 27 / 01 / 12

NO JARDIM DE ALICE

 

E novamente me perdi no jardim de Alice… teimosa como sempre percorri o caminho do acreditar e fui lá dar…                                                                

As rosas trepadeiras murmuraram-me ao ouvido a sua não vontade de serem pintadas outra vez, dizendo estarem fartas de mudar de cor sem querer…

 

Fico sempre desajustada quando aqui venho. Ora a crescer ora a diminuir nunca me sinto com o tamanho certo...

 

Maria Lua

sinto-me:
publicado por MariaLua às 16:59
Quinta-feira, 26 / 01 / 12

FIX YOU

 
 
 
 

 

 
 
Dedico este post a todos os que acreditam (ou precisam acreditar) na LUZ...
 
ELA ANDA POR AI... : )
 
 
Maria Lua
 
 

 

sinto-me: Fix You : )
música: ColdPlay Fix you
publicado por MariaLua às 14:54
Terça-feira, 24 / 01 / 12

NO CORAÇÃO DOS PÁSSAROS

 

Aguardo ansiosamente a chegada das andorinhas de asa vermelha pois só elas detêm do dom da redescoberta na plantação de sois no coração humano (…)

 

(...) São puras como nada ou ninguém… trazem sementes de ‘bonaventuree reconstroem a nossa inspiração de sonhos por viver.

 

Aguardo-as e sorrio. Sinto-me engravidar de esperança e de doçuras por viver... não quero ser apenas SOMBRA. Quero iluminar-me de calor de estrelas e de presenças que me permitam manter-me acordada.

 

 

Está ai alguém ?

 

 

 

Maria Lua

 

sinto-me: A dar para o cinzento...
música: Sade: Your Love is king
publicado por MariaLua às 17:23
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

SER é existir com pirilampos!

 
Olá Afilhado : ) *
 

EIS-NOS CHEGADOS AO CORAÇÃO DAS COISAS…

 

Existem umas luzes intermitentes que nos impedem de seguir na penumbra.                                                                                                       

 

 (São pirilampos mágicos que nos acodem sempre em momentos de aflição e nunca se esquecem de nós, têm olhos e mãos especiais. Uau!).

 

Procuramos abrigo no refúgio secreto guardado dentro do coração dos pássaros (é uma viagem breve mas difícil se não se amar o suficiente.     

 

A partida começa sempre no TUDO O QUE SENTIMOS - é um lugar mágico acreditem!).

 

 Ai abraçamos a DOR POR TODAS AS COISAS e seguimos em frente na primeira agonia à esquerda que de repente se transforma num enorme

 

GIRASSOL SOLARENGO. Ficamos a sentir o seu calor durante um bocadinho e então é hora de continuar viagem.                                               

 

Depois de passarmos pelo vale dos SILÊNCIOS FUTEIS E APENAS MUNDANOS encontramos o JARDIM DAS FLORES ARCO-ÍRIS que se

 

apodera dos nossos sentidos e quase nos convence a ficar para sempre… Mas o nosso SER sabe que ainda não chegou o momento… e que é

 

preciso continuar o caminho para ser… SER! (Tás a ver não tas?).

 

Depois de muitas pedras e atalhos atabalhoados cheios de sombras negras e muitas alucinações encontramos (com alguma sorte e se formos

 

perspicazes) outra vez os pirilampos de mãos e olhos de luz que nos indicam que chegamos à meta.                                                                 

 

Mas ficamos indefinidamente em viagem de descoberta por tudo o que existe e cada vez o nosso SER se torna mais. :)

 

Mais tarde e já reconfortados pelo calor dessas mãos e pelo brilho desses olhares compreendemos que para se SER basta apenas EXISTIR e

 

querer [saber) substituir a matéria por sentimentos…

 

Maria Lua

sinto-me: chamo o meu pirilampo...
publicado por MariaLua às 15:57
Quarta-feira, 26 / 10 / 11

Mano, querido MANO!

 
 

A meu irmão no dia 26 de Outubro de 2011

 

 

O vazio dói…

E o escuro também...

 

Hoje descobri o nevoeiro dos dias de Outono e abandonei-me à sombra do meu tempo por viver…

Busquei a inquietação de ser, e só encontro precipícios a invadir-me o ego! Não quero cair... Estou descontente com os icebergs da memória e gostava que neste dia alguém me arrancasse o resto do coração pois viver só com uma parcela deste órgão faz-me sentir um andróide e não crer…

(…)

 

Mas eu quero crescer!

 

Ainda guardo pássaros com cantares felizes (que neste momento estão guardados na gaiola da solidão, da qual perdi a chave)

E por dentro do podre das árvores há folhas verdes e flores ( que não conseguem sair para descobrir o sol pois sabem que cá fora lhes espera o Cinzento) …

(…)

 

Mas quero viver!

 

 Restam-me planetas de esperança e visões acreditáveis de ser feliz (das quais neste momento só vejo sombras, mas sei que lá estão… [obrigada Platão]).

 

E os nenúfares são da cor do arco-íris e banham o lago da minha vida como se fossem lâmpadas a iluminar uma sala escura… (mas hoje falta a luz).

 

E assim volto ao vazio: que dói!

 

E fico no escuro: Á espera que voltes e tragas o mar contigo!

(Olha que já tenho o barco pronto…)

 

Amo-te!  

 

Maria Lua

sinto-me: hum...
música: Brothers in Arms...
publicado por MariaLua às 16:14
Quinta-feira, 22 / 09 / 11

Como num carrossel...

 
 

Existem estrelas que aquecem os sonhos e sonhos que povoam vidas e fazem crescer. Existem pessoas, existem asas e casas para abrigar sonhos dentro do peito. Existem palavras e vento para levar essas palavras... Existem cores invisíveis que servem para cheirar e para sentir dentro do coração. Existem sentimentos de crescer e poemas de “enpequenar”. E rodamos pela vida sempre a crescer e a diminuir por dentro, como num carrossel.

 

: )

 

Um abraço:

 

Maria Lua

 

sinto-me: Com sol : )
música: Morelenbaum2/ Sakamoto: As praias desertas
tags:
publicado por MariaLua às 16:47
Quarta-feira, 21 / 09 / 11

Corçoes sentidos coraçoes. (Obrigada Fausto! ) : )

 

"Corações sentidos corações"
Letra e Música de Fausto
(in Atrás dos tempos vêm tempos)
(in O despertar dos Alquimistas)

Havia de haver uma festa
em toda a praça iluminada
a perfeição manifesta
o pôr-do-sol
mais perfeito
a gente toda enfeitada

havia de haver pantominos
uma manhã de domingos
num fantástico efeito

traz um ar gingão
a tua altivez
traz um certo espírito português
dança folião
da maravilha e do lazer
o que espero da vida é nascer

Havia de ser bailarino
por cima do Sete-Estrelo
um outro macho latino
a adormecer
no teu colo
a fingir que era menino

havia de ser adivinho
pra te mostrar o caminho
de outro destino mais certo

baila mundo baila
como um carrocel
nas cores mais belas de um painel
gira história gira
essa da guerra e do poder
o que espero da vida é saber

Havia de ter
toda esta alegria
nascida do santo e da orgia
havia de ter
o bem da paz e do prazes
o que espero da vida é viver

Corações sentidos corações
corações são cinzas e paixões
magoados nas vidas mal amadas
magoados nas vidas tão magoadas
 
 
"Guardarei sorrisos no meu coraçao para quem entender que amar ´e muito mais do que ter ou possuir"
 
Bem hajam!
 
Maria Lua
 

 

sinto-me: Enfaustiada...
publicado por MariaLua às 17:49
Terça-feira, 24 / 05 / 11

ELES ANDAM AI...

 

São perigosos como tudo o que nos modifica o pensamento|satisfazem-nos como um amante|alimentam-nos como o melhor manjar do mundo|alguns fazem-nos perder a cabeça e ficar apaixonados mesmo sem os conhecermos bem e muito mais. CUIDADO QUE ELES ANDAM AI... Quem? Os L.I.V.R.O.S. (leia-se: Lunáticos, imaginativos, versáteis, remoinhadores, operadores e sonâmbulos).

 

Maria Lua

sinto-me: Bem!
publicado por MariaLua às 16:05
Sexta-feira, 25 / 03 / 11

HÁ DIAS...

 

 

"Há dias, escuros e sem brilho... dias de gastar sapatos e de ver gatos pretos, dias sem tecto... dias de esperar...dias ignorantes que não nos deixam ser...

 

...mas também existem dias de sol e dias de lua e de cheiro a flores no cabelo, dias de sorrisos, dias de olhar para cima, dias de construir castelos e dias de perceber que tudo o que se espera se alcança, dias de comida servida  com batatas fritas (sem engordar) dias de ACREDITAR".

 

 

E nisto tudo tu Catarina és a parte boa! És o numero 1!   Amei conhecer-te... FICA!....

 

Beijinhos para ti e para o teu menino... : )

 

Maria Lua

sinto-me: Confiante! Encontrei uma amiga
tags:
publicado por MariaLua às 13:16
Sexta-feira, 04 / 03 / 11

EU SEI MAS NÃO DEVIA

 

 

 

 

Hoje sinto-me entre o verde e o cinzento... a seguir publico um texto que tem tudo a ver...

Espero amanhã sentir-me mais AZUL.

                                                                                                                                                                    Maria Lua

 

 

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti


 

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

 

(1972)


Marina Colasanti
nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

sinto-me:
publicado por MariaLua às 18:07
Quarta-feira, 16 / 02 / 11

A VER PASSAR NAVIOS

 

 

 

 

 

 

"Existiam estrelas guardadas dentro dos olhos de alguém que não queria passar a vida a ver passar navios. E um dia partiu num deles e despejou todas as estrelas atrás de si... e as estrelas construiram caminhos de luz para todos os outros que apesar de não quererem passar a vida a ver passar navios, não tinham coragem de partir"

 

Maria Lua

sinto-me:
publicado por MariaLua às 18:31
Domingo, 13 / 02 / 11

CREPUSCULAR

 

As janelas da memoria brincam ao esconde-esconde. É lá que moram todas as bocas que não quiseram dar beijos e todas as princesas que adormeceram nos contos de fadas incapazes de acordar e de voltar à dor do mundo, e todos os principes que por não serem perfeitos se afastaram dos seus sonhos. E todos se escondem para que nunca os descubram. Mas na hora do crepusculo todos se unem numa valsa louca, espiral de tempo de quem não se quer  perder. (...)

Maria Lua

 

 

 

publicado por MariaLua às 21:53
Segunda-feira, 07 / 02 / 11

MUSICO-NOSTALGIA

 

 

 

 

 

Hoje quero partilhar convosco 2 das musicas da minha vida e deixa-las falar por mim...

 

Relaxem... : ) e boa viagem!

 

 

Maria Lua

 

 

sinto-me: MUSICAL!!!
publicado por MariaLua às 23:03
Sábado, 05 / 02 / 11

FAUSTO BORDALO DIAS FOREVER!

 

 

 

 

 

Tive conhecimento do Fausto na minha adolescência quando a minha encenadora de teatro usou o seu álbum: “Por este rio acima” como tema de fundo para “aquecimento” espiritual antes do espectáculo: “Entre Giestas” de Carlos Selvagem.

Nessa altura o meu papel era o de Clara, uma jovem a quem a vida não lhe havia sorrido muito. Apesar dos anos terem passado recordo uma das minhas deixas  para com  um personagem já idoso, o Ti’Martinho : “Que longa a noite Ti´Martinho” ao que ele me respondia “Amanhecerá”. Entretanto o Ti’Martinho já partiu para o mundo dos pássaros e eu confesso que durante toda a minha existência sempre fiquei à espera que a noite acabasse... agora mais adulta e madura compreendo que a noite é apenas uma palavra e um momento onde supostamente se deve dormir... pois CRENDO existem sempre luzes interiores que nos impedem de viver na noite!

 

Mas voltando ao meu muito querido Fausto. Desde essa altura (adolescência) que ele me tem vindo a acompanhar musicalmente como alguém de família com quem não se pode deixar de viver, ou como um pequeno “deus” que nos acompanha e em quem temos fé. Talvez  por todas as recordações que a sua musica me tráz serem excelentes. Para além do teatro, Fausto também me acompanhou na dança (usei um dia o : “Corações sentidos corações” para dançar num espectáculo) e porque o Fausto é também para mim um dos melhores letristas e poetas portugueses costumo usá-lo frequentemente em recitais de poesia que faço na minha actividade profissional. E também porque assisti a alguns dos seus concertos sempre pela mão do meu melhor amigo “Manel” com quem desde sempre partilhei momentos belos, felizes e únicos. É interessante que ainda hoje sempre que sinto desejo de mostrar “o outro lado de mim”  partilho Fausto e as suas mágnificas musicas e letras com as pessoas de quem me desejo aproximar.

 

Querido Fausto: Se um dia me leres, quero que saibas que a tua musica sempre me ajudou a ser mais EU! Obrigada e por favor continua a incendiar corações. : )

 

 

Maria Lua

sinto-me: EnFaustiada : )
publicado por MariaLua às 13:26
Quinta-feira, 03 / 02 / 11

SONHOS ESTRELADOS

 

 

 

As estrelas são as flores do céu. Implantam-se em canteiros de luz como se fossem os olhos de Deus. E protegem-nos nas noites sem sono... algumas por vezes (as mais audazes) deslocam-se do céu e povoam a terra transformando-se em estrelas-do-mar. Mas quem espreitar bem e tiver amor suficiente no coração, mais tarde ou mais cedo conseguirá vê-las abrir as asas e regressar ao céu de volta ao seu lugar... Serão então as estrelas espiãs de Deus?

 

Maria Lua

 

 

 

 

Enquanto escrevia este post lembrei-me de uma história que um dia escutei e que agora costumo contar:

 

 

O Jovem e as estrelas-do-mar

 

 

 

Numa praia tranquila, junto a uma colónia de pescadores, morava um escritor. Todas as manhãs ele passeava pela praia, olhando as ondas. Assim inspirava-se e, de tarde, ficava em casa a escrever. Um dia, caminhando pela areia, viu um vulto que parecia dançar. Aproximou-se e viu que era um jovem, que apanhava estrelas-do-mar da areia, uma a uma, e as jogava ao oceano. - Tudo bem? – Disse-lhe o jovem num sorriso, sem parar o que estava a fazer. - Por que é que você está a fazer isso? – Perguntou o escritor, curioso. - Não vê que maré baixou e o sol está muito quente? Se estas estrelas ficarem aqui na areia, vão secar ao sol e morrer! O escritor achou bonita a intenção do rapaz, mas deu um sorriso céptico e comentou: - Só que existem milhares de quilómetros de praia por esse mundo fora, meu caro. Centenas de milhares de estrelas-do-mar devem estar espalhadas por todas essas praias, trazidas pelas ondas. E você aqui, nesta praia a jogar algumas de volta ao oceano, que diferença é que isso faz? O jovem olhou para o escritor, agarrou numa estrela na areia, jogou-a à água, e voltou a olhar para ele e dizendo: - Para esta, faz diferença. No dia seguinte, de manhã bem cedo, o escritor foi para a praia. O jovem apanhava as primeiras ondas do dia. Juntos, com o sol ainda suave, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano…

sinto-me: cheia de sol...
publicado por MariaLua às 16:41
Quarta-feira, 02 / 02 / 11

IMAGINAR É CRESCER

 

 

 

Dentro de nós existem estrelas que querem ser vividas e rios que querem correr até ao mar e ser grandes, e sóis amarelinhos do tamanho de mundos que servem para nos aquecer a alma, e luas que mudam de fase e nos fazem crescer, e uma imensidão de coisas pequeninas que todos os dias querem aparecer, voar, viajar e tornar-nos mais fortes. Para nos ajudar na “viagem” de descoberta de tudo o que existe temos connosco, desde o nosso nascimento, uma varinha mágica chamada imaginação. O manuseio da mesma não traz livro de instruções nem pode ser consultado em catálogos. Mas quando a conseguimos usar passamos a ver a vida e as coisas a cores, e o preto e branco desaparece e parte para a terra do nunca.

 

 

Maria Lua

sinto-me: Aqui...
publicado por MariaLua às 18:07
Terça-feira, 01 / 02 / 11

Do Amor

 

 

 

O meu berço é o teu colo nele rodeio-me de nenufares de ternura e exorcizo todas as sombras. Só o amor te ajudará a SER... Perdoa as sombras que te povoam e lê a vida"! Voltei decidida a mudar o meu mundo e a afastar o escuro. Conto com todos os que acreditam na LUZ : )

 

Maria Lua

 

 

(Obrigada "Albanita" por mesmo sem saberes me teres ajudado a despertar : )* )

sinto-me: Com estrelas dentro
música: Koln Concert (Keith Jarrett)
publicado por MariaLua às 17:09
Segunda-feira, 31 / 01 / 11

CIRCO DE FERAS (UAU! VOLTEI E DESTA VEZ MAIS REALISTA... MAS NÃO MENOS SONHADORA)!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viva a universalidade de ser!

Também vós, mesdames e messieurs, petits garçons e petites filles sois artistas convidados. E até moi, pobre moribunda aqui me encontro para representar o meu papel.

Nós humanos, Inventamos peripécias, deslumbrados, sem medo do que possa correr mal.

Somos acrobatas e equilibristas e fazemos cambalhotas no arame (sempre sem rede diga-se de passagem)! Não ouvimos a razão, por mais que a chamemos, e insistimos sempre em ser o astro nesta pista. Normal e elementar! (Será?) E quando a nossa mão vai à procura de outra mão e não encontra nada? Ai solidão, solidão… este mundo é só incompreensão… ficamos sozinhos coitadinhos…

Esquecemos rápido que muitas vezes quando alguém precisa a nossa porta fica fechada… e olhem que existem poucas pessoas de mãos dadas para ajudar… será que vai passar?

Glória efémera, vazia! O circo é como a vida. Quem diria? O show tem a sua hora de acabar.

Mas para já somos palhaços amestrados, leões muito bem domados…

Devíamos ficar tristes, revoltados, mas rimos, e rimos, alto. E muitas vezes: com vontade de chorar.

 

SEJAM BEM-VINDOS AO CIRCO DA VOSSA VIDA!

 

The show must go on..

 

Maria Lua

  

 

sinto-me: REAL...
publicado por MariaLua às 17:37
Quarta-feira, 30 / 12 / 09

Aos Amigos : VOTOS DE SER FELIZ (SEMPRE)

 

 

 

 

Encontramo-nos entre caminhos como se fossemos estrelas paralelas, e ás vezes só olharmo-nos já não chega, há que SENTIR o outro, respira-lo, transmitir-lhe flores de bem querer e propagar o que sentimos ao maior numero possível de gentes... Que as vossas estrelas brilhem sempre com luz verdadeira e jamais dêem poder aos vossos buracos negros, pois o sonho ainda existe e a magia está sempre a acontecer (...). Para muitos talvez o ACREDITAR seja utopia, mas viver sem TERNURAS compartilhadas, sem AMOR sem PAZ sem COMPREENSÃO não será mais doloroso do que a própria utopia??? Um dia o poeta disse que " os utópicos, os sonhadores são os que conhecem melhor a realidade, pois têm a capacidade de a transformar em algo que não os magoe" (...) Contribuir para um MUNDO MELHOR não será o CAMINHO??? Que a LUZ DIVINA continue a preencher todos os nossos vazios e imperfeições e nos mostre a direcção a seguir, não apenas em passagens de ano mas SEMPRE. Com AMOR

 

 

Maria Lua

 

 

sinto-me: de coração cheio : )
publicado por MariaLua às 15:13
Quinta-feira, 05 / 02 / 09

Leve um Livro Para a Cama

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vá á feira do Livro, às Livrarias, às bibliotecas que emprestam livros e traga um livro.

Leve o livro para casa.

Leve o livro para a cama.

É sempre uma boa companhia. Quando lê, nunca está sozinho.

Mas primeiro dispa-o cuidadosamente do papel ou do saco de plástico que o envolve. Depois, pode demorar-se a apreciar a encadernação, acariciar a lombada, abri-lo lentamente, folheá-lo devagarinho até encontrar uma ilustração mais interessante, pode voltar ao principio, começar a lê-lo sem presas, entusiasmar-se e mesmo acabar de repente, com sofreguidão.

E pode começar de novo de uma maneira ou de outra. Um livro tem sempre algo de diferente a revelar, às vezes custa é descobri-lo.

Pode voltar a pegar-lhe no dia seguinte, todos os dias, até se cansar, que ele permanece sempre a seu lado.

Não precisa de fazer uma leitura segura: não é necessário pôr-lhe uma capa plástica para o proteger. As suas mãos podem sentir-lhe a textura, a suavidade, a qualidade do papel, o cheiro da tinta e o pior que pode acontecer-lhe é ficar seduzido para sempre.

Pode lê-lo em qualquer posição, de trás para a frente, de frente para trás ou mesmo começar pelo meio. O livro está sempre disponível para se entregar a quem o ama.

Talvez seja mesmo o primeiro a tê-lo, e então haja com mil cuidados, porque vai querer saborear esse momento raro de colher as primícias do seu conteúdo.

E também há-de querer lê-lo mais vezes.

Leve um livro para a cama.

Ler, às vezes, é quase tão bom como fazer amor.

Leve um livro para a cama, hoje, amanhã, sempre.

 

Henrique Barreto Nunes

 

sinto-me: irónica
publicado por MariaLua às 18:26
Terça-feira, 14 / 10 / 08

O POETA NASCE NO VENTRE DAS PALAVRAS

 

 

 

Num dia que poderia ser manhã, tarde ou noite, o poeta sentou-se no cimo de um rochedo e gritou: NÃO! ………………..…………………………………

 

Tinha decidido acabar com a sua vida pois todas as palavras haviam deixado de fazer sentido (e sentia-se a viver em sentido contrário, cheio de stops, lombas e pavimentos escorregadios).

  

O poeta sentia-se nu e vazio e com o coração cheio de frio e de  ideias loucas e ocas e com o cérebro cheio de orelhas mocas e de bocas que já não diziam nada...O poeta voltou a gritar: NÃO!......................................................................

 

 

 

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…Tragam-lhe agasalhos e sonhos claros de manhãs primaveris, tragam-lhe as asas (que ele próprio escreveu) e um gineceu cheio de estrelinhas douradas que rompam nas madrugadas e lhe tragam o alívio às dores de que padece... tragam-lhe o verão e verão que ele nunca mais se esquece... Ahh… e tragam qualquer coisa que fique acesa e que traga na ponta uma porta presa para que ele sinta que existem sempre portas para abrir e locais para onde fugir e depois chorar e sorrir…………………………………….

 

 

 

O poeta descobriu que precisa descobrir e parir novas palavras como forma de nascer de novo…

 

 

 

Ah os poetas… esses loucos… usam as palavras como se fossem pasta de dentes e depois quando acham não há mais nada para "branquear" querem partir e fugir… e ruir….

 

 

 

Guardem-nos no peito óh gentes pois só as suas palavras vos permitem ser mais do que PALAVRAS…

 

Maria Lua

 

publicado por MariaLua às 19:15
Sexta-feira, 10 / 10 / 08

Afinal o que é que existe dentro dos livros?

 

Espreitei...

Não, não podia ser...

olhei outra vez.... ah... mas estavam mesmo lá...

Nunca acreditei mas é verdade: LER DÁ-NOS MESMO ASAS

 

Maria Lua

publicado por MariaLua às 16:15
Sábado, 14 / 06 / 08

Jamais invisiveis...

 

invisivel1.JPG

 

 

 

MONUMENTOS VIVOS

 

 

 

Podemos encontra-los nos bancos de jardim onde pregam amor, falam do peso do tempo ou espalham sorrisos e transmitem sabedoria a quem os quiser "ver". Muitos são doentes e subsistem com míseras pensões que não lhes permitem viver como mereciam. Apesar de muitos deles serem incultos e analfabetos detêm de sabedoria suficiente para escrever um bom livro. Apesar de passarem a vida a dar tudo o que têm aos filhos e ao país são muitas vezes desprezados por estes e pouco amados…

 

 

São os senhores do tempo a árvore que enraíza este país e nos faz a todos ser mais legítimos. Por isso no dia em que morrerem este país ficará mais pobre e vazio.

 

 

 

 

 

Envio daqui um bem haja a todos os que têm mais de 65 anos.

 

 

 

 

 

A razão deste texto prende-se com o facto de ter recebido o email que a seguir anexo e o qual me deixou profundamente chocada. Pois se hoje somos o que somos e quem somos tudo lhes devemos.

 

 

 

 

 

AMO-VOS SENHORES INVISIVEIS!

 

 

 

 

 

Maria Lua

 

 

 

 

 

INVISIVEL

 

Já não sei em que dia estamos.

 Lá em casa não há calendários, e na minha memória as datas estão todas misturadas. Recordo-me daquelas folhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens dos santos que colocávamos ao lado do toucador. Já não há nada disso. Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse por isso, eu também me fui apagando... Primeiro, mudaram-me de quarto, pois a família cresceu. Depois passaram-me para outro menor ainda, com a companhia das minhas bisnetas. Agora, ocupo um cubículo, que fica no anexo da moradia. Prometeram-me substituir o vidro partido da janela, mas esqueceram-se, e todas as noites, entra por lá um ar gelado que aumenta as minhas dores reumáticas. Mas tudo bem... Desde há muito tempo que tinha intenção de escrever, porém passava semanas à procura de um lápis. E quando o encontrava, voltava a esquecer onde o tinha posto. Na minha idade, todas as coisas se perdem facilmente.

 É claro que não é uma doença delas, das coisas, porque estou certa que as tenho, elas é que desaparecem. Uma tarde destas, dei-me conta de que a minha voz também tinha desaparecido. Quando falo com os meus netos ou com os meus filhos, eles não me respondem. Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse ali, ouvindo atenta o que dizem. Às vezes, intervenho na conversação, certa de que o que vou dizer não lhes ocorrera e que poderá ser-lhes muito útil. Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza retiro-me para o meu quarto e vou beber uma chávena de chá. Faço assim, de propósito, para que percebam que estou aborrecida, para que compreendam que me entristecem, venham buscar-me e me peçam. Porém, ninguém vem. Quando o meu genro ficou doente, pensei ter uma oportunidade de ser-lhe útil, e levei-lhe um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e sentei-me à espera que ele o tomasse. Só que ele estava a ver televisão e nem um só movimento me indicou que ele dera conta da minha presença a seu lado. O chá pouco a pouco arrefeceu, e com ele, também o meu coração... Então, um dia destes disse-lhes que quando eu morresse, todos iriam arrepender-se. O meu neto mais pequeno, disse:

-Ainda estás viva avó? Acharam todos, tanta graça, que nem paravam de rir. Chorei três dias no meu quarto, até que uma manhã, entrou um dos rapazes para ir buscar um skate. Nem os bons dias me deu. Foi então que me convenci de que sou invisível... Uma vez, parei no meio da sala para ver, se tornando-me um estorvo, reparavam em mim. Porém, a minha filha continuou a varrer à minha volta, sem me tocar, enquanto os meninos corriam de um lado para o outro, sem tropeçar em mim. Um dia os meninos, agitados, vieram dizer-me que no dia seguinte iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente. Há tanto tempo que não saía, e mais ainda, não ia ao campo! Nesse Sábado, fui a primeira a levantar-me.

Quis arrumar as minhas coisas com calma. Nós, os velhos, demoramos muito a fazer qualquer coisa, e assim, adiantei o meu tempo para não nos atrasarmos. Muito apressados, todos entravam e saíam de casa a correr e levavam as bolsas e os brinquedos para o carro. Eu estava pronta, e muito alegre, permaneci no meu cubículo à espera deles. Quando dei conta, eles já tinham partido e o automóvel arrancou envolto em algazarra. Compreendi então, que não tinha sido convidada. Talvez não coubesse no carro. Ou se calhar, porque os meus passos lentos impediriam que todos caminhassem a seu gosto pelo bosque. Naquela hora, o meu coração encolheu e a minha cara tremeu como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar. Eu percebo-os. Eles têem o mundo deles. Riem, gritam, sonham, choram, abraçam-se, beijam-se. E eu, já nem sei qual o gosto de um beijo. Dantes, beijava os pequenitos e era um prazer enorme tê-los nos meus braços, como se fossem meus. Sentia a sua pele macia e a sua respiração doce, bem perto de mim. A sua vida nova dava-me alento e até me dava vontade de cantar canções de que nunca pensara lembrar-me ainda. Mas um dia, a minha neta Joana, que acabara de ser mãe disse-me que não era bom que os anciãos beijassem os bebés. Por uma questão de saúde...Desde então que não me aproximo deles. Não quero transmitir-lhes nada de mau, devido à minha imprudência. Tenho tanto medo de os contagiar! Eu perdoo-os a todos. Porque... Que culpa têem eles, que eu me tenha tornado  I n v i s í v e l?

publicado por MariaLua às 18:59
Quarta-feira, 23 / 01 / 08

Brevemente Volto!!!

Tenho-me ocupado ultimamente a viajar dentro de mim... esta é uma viagem especial pois faz-me crescer Imenso... em breve regresso!

um abraço a todos os fans lolo

Maria Lua
publicado por MariaLua às 22:54
Quarta-feira, 24 / 10 / 07

Estrelas Cadentes, Estrelas no Coração e Varinhas de Condão...

Varinha.jpg

 

 

Existem Estrelas que nos ferem os olhos, Estrelas que brilham dentro do nosso peito e Estrelas que caiem sem que tivéssemos a possibilidade de as apanhar...

 

Existem Estrelas que enchem os nossos dias, Estrelas que nos fazem sorrir e acreditar no seu brilho, Estrelas que apenas têm brilho e que por dentro são ocas e Estrelas que penduramos na árvore de Natal como símbolo.

 

 

 

Depois há os buracos negros (e desses desculpem-me mas não falo pois não gosto de falar dessas coisas ...)

 

 

 

Mas as Estrelas que eu prefiro são as das varinhas de condão... (são lindas não são?) Dão-nos poderes... têm o dom de permitir activar todas as ESTRELAS em que realmente acreditamos... e o nosso coração fica grande... grande.. e cheio de Amor para dar.

 

 

 

Um dia descobri que os sonhos acabam porque deixamos de acreditar neles... e aprendi também que a única diferença entre uma criança e um adulto é que o corpo do adulto cresceu... se assim não for é sinal de que a Estrelinha não está a funcionar bem...

 

 

 

 Beijinhos e muitas varinhas de condão para vocês...

 

 

 

Maria Lua

 

 

 

 

sinto-me: fada...
publicado por MariaLua às 15:48
Este é o lugar dos Contos e das imagens. Aqui estará SEMPRE no mundo da "Lua" onde é obrigatório SENTIR. Seja bem Vindo!

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